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Thomson Reuters compra Revista dos
Tribunais
Fonte: Reuters
Segunda-feira, 17 de maio de 2010 - 14h04
NOTÍCIAS
Aquisições
Brasil
SÃO PAULO - A Thomson Reuters anunciou hoje a
compra da Editora Revista dos Tribunais, especializada em publicações
jurídicas no Brasil. Os termos financeiros da operação não foram
revelados.
"A compra da Revista dos Tribunais representa uma
oportunidade estratégica para a Thomson Reuters liderar a indústria
legal no Brasil rumo a informações, software e serviços online",
segundo comunicado.
De acordo com a Thomson Reuters, o Brasil está
entre os países com maior número de advogados per capta depois dos
Estados Unidos, com crescimento de escritórios de advocacia de médio e
grande portes.
A Revista dos Tribunais tem 98 anos e possui perto
de 300 empregados. De acordo com informações disponíveis em seu site,
a editora conta com 36 livrarias espalhadas pelo Brasil.
O catálogo da editora inclui mais de 2 mil títulos
publicados, tornando a Revista dos Tribunais referência essencial para
juízes, advogados e profissionais da área legal, segundo a Thomson
Reuters.
"A Revista dos Tribunais é um forte complemente ao
nosso portfólio global de pesquisa legal, software e serviços", disse
o vice-presidente sênior para a divisão Legal da Thomson Reuters na
América Latina, Gonzalo Lissarrague, que vai comandar as operações
combinadas.
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15º Seminário Internacional de Ciências Criminais do IBCCRIM acontecerá
de 25 a 28 de agosto de 2009

O 15º Seminário
Internacional de Ciências Criminais do IBCCRIM, maior evento para a
América Latina em termos de interdisplinariedade cientifico-criminal,
acontecerá entre os dias 25 e 28 de agosto de 2009 e está já com
inscrições abertas a preços promocionais e condições especiais para
aqueles que se inscreverem durante o mês de abril.
O evento acontecerá no
Hotel Tivoli-Mofarrej, nos Jardins, em São Paulo e entre painelistas e
palestrantes, está confirmada a presença de grandes especialistas
nacionais e internacionais, professores, ministros, pesquisadores,
estudiosos e ativistas da área.
Aproximadamente mil
participantes terão a oportunidade de receber, por meio de conferências,
painéis, salas de vídeo e audiências públicas, as mais atuais
informações sobre criminologia e ciências criminais. No decorrer do
evento, haverá diariamente duas palestras na parte da
manhã e três painéis na parte da tarde, audiências
públicas no início da noite, além de lançamentos de livros e da
entrega do prêmio ao ganhador do “Concurso
de Monografias do
IBCCRIM”.
No primeiro dia de evento, Massimo Pavarini, professor
catedrático do Departamento de Ciências Jurídicas da Faculdade de
Jurisprudência da Universitá di Bologna, discorrerá sobre o tema “O
grotesco na penologia contemporânea” e “Reflexões mínimas e tempestivas
sobre o direito penal hoje” será o assunto abordado por José de Faria
Costa, também catedrático da Faculdade de Direito da Universidade de
Coimbra exercendo, atualmente, as funções de Presidente do Conselho
Diretivo desta mesma Faculdade. E ainda no dia 25 de agosto, Maria da
Penha Maia Fernandes confirmou presença para participar da Audiência
Pública: “Maria da Penha: uma história de luta”. No último dia, Jorge
de Figueiredo Dias,
catedrático, Presidente do IDPEE e Presidente do Conselho Científico da
Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, ministrará aula
sobre “Interrupção voluntária da gravidez e o direito penal: a evolução
em Portugal”, Luigi Foffani, professor da Universitá Degli
Studi di Moderna Reggio Emilia, Itália, abordará “Corrupção no setor
privado” e os Ministros Cezar Peluso e Gilmar Mendes e os
Professores Carlos Ari Sundfeld e Virgílio Afonso da Silva
encerrarão os trabalhos debatendo sobre “Desafios atuais do Supremo
Tribunal Federal”.
Não menos
interessantes e qualificados professores e especialistas tais como:
Ada Pellegrini Grinover (SP), Alamiro Velludo Salvador Neto (SP),
Amilton Bueno de Carvalho (RS), Aton Fon Filho (SP), Carlos Serra
(Moçambique), Cláudio do Prado Amaral (SP), Daniel Eduardo Rafecas
(Argentina), Daniela Sollberger Cembranelli (SP), Debora Diniz (DF),
Denis Praça (RJ), Diogo Malan (RJ), Eduardo Alcócer Povis (Peru), Elmano
de Freitas (CE), Ermínia Maricato (SP), Eugênio Pacelli de Oliveira
(MG), Fábio Guedes de Paula Machado (MG), Fernando Calmon (DF), Helena
Singer (SP), Hugo de Brito Machado (CE), Ignacio Berdugo (Espanha), Ingo
Wolfang Sarlet (RS), Jésus Trindade Barreto Júnior (MG), Joseph
Margulies (Estados Unidos), Leonardo Alonso (SP), Luciana Boiteux (RJ),
Luiz Antônio Marrey (SP), Luiz Felipe Ponde (SP), Marcelo Semer (SP),
Márcio Thomaz Bastos (SP), Marcos Carneiro Lima (SP), Maria Adrião (SP),
Mariângela Gama de Magalhães Gomes (SP), Marlon Alberto Weichert (SP),
Maurício Zanoide de Moraes (SP), Nilson Naves (DF), Paulo César Endo
(SP), Paulo Rangel (RJ), Pedro Abramovay (DF), Pedro Malan (Brasil),
Renato de Mello Jorge Silveira (SP), Ricardo de Brito Albuquerque Pontes
Freitas (PE), Rodrigo de Grandis (SP), Salo de Carvalho (RS), Sérgio
Sérvulo da Cunha (SP), Vera Regina Pereira de Andrade (SC) e Wanderlino
Nogueira Neto (RJ) também confirmaram presença.
Os interessados em
assistir ao Seminário deverão preencher a ficha de inscrição,
escolhendo um dos três painéis constantes de cada bloco. Haverá
diariamente dois blocos de painéis que serão realizados das 14h00 e
às 16h30. Cada bloco será constituído de três painéis simultâneos. As
audiências públicas terão início às 19h00.
Os valores praticados nas inscrições foram mantidos e, durante os meses
de abril e maio de 2009, o IBCCRIM facilitará o pagamento oferecerá
descontos sobre a tabela e parcelamento em até seis vezes sem juros, por
meio de cartões de crédito.
Para inscrições ou demais
informações, acesse o site
http://www.ibccrim.org.br/seminario/2009/seminario.php ou ligue
para (11) 3105-4607 ramais 131 e 140.
15º
Seminário Internacional de Ciências Criminais do IBCCRIM
De 25 a 28 de agosto de 2009
Hotel Tivoli Mofarrej • Alameda Santos 1437, Jardins, São Paulo – SP
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Falecimento de José Joaquim Calmon de Passos
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O professor José
Joaquim Calmon de Passos, um dos maiores pensadores do direito
brasileiro, morreu na madrugada deste sábado (18/10) em Salvador.
Aos 88 anos, ele foi vítima de um infarto no miocárdio.Natural de
Salvador, Calmon de Passos era professor emérito da Faculdade de
Direito da Universidade Federal da Bahia, livre-docente da Faculdade
de Ciências Econômicas da mesma universidade, e coordenador do curso
de especialização em Processo do Centro de Cultura Jurídica da
Bahia.Ele foi membro da Academia de Letras Jurídicas da Bahia. Antes
de se aposentar pelo Ministério Público, ele chegou ao ápice da
carreira chefiando a instituição em seu estado. Também foi
presidente da OAB da Bahia.Entre as suas principais obras estão os
livros Comentários ao Código de Processo Civil, Esboço de uma
teoria das nulidades aplicada às nulidades processuais e Direito,
poder, justiça e processo: julgando os que nos julgam.O corpo de
Calmon de Passos está sendo velado na Capela do cemitério Jardim da
Saudade, onde acontecerá o enterro às 17h.Em nota oficial, a OAB
lamentou a morte de Calmon de Passos. “Sua morte, aos 88 anos, o
coloca no panteão do direito em nosso país, ao lado dos maiores
jurisconsultos, que elevaram a prática dessa ciência em nosso
âmbito. A OAB sente-se órfã com o seu desaparecimento”, afirmou
Cezar Britto, presidente da entidade.Revista Consultor
Jurídico, 18 de outubro de 2008"
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Carta ao Ministro Gilmar Mendes - 16/07/2008
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Curitiba, 16 de julho de 2008.
Senhor Ministro
Gilmar Mendes:
Queira
aceitar a minha pessoal e inequívoca manifestação de
solidariedade cívica às suas iniciativas lúcidas e corajosas
para fazer cessar o regime de terror imposto pelas diligências
terríficas da Polícia Federal. Eu já havia manifestado essa
intenção, no sábado, dia 12, ao Professor Miguel Reale Junior,
que me enviou cópia de uma nota de repúdio redigida por ele e
pelo colega Alberto Zacharias Toron. Ontem, respondi a
solicitação do Dr. Arnaldo Malheiros Filho, para aderir à
mensagem de apoio ao manifesto feito por colegas em homenagem a
sua atuação para preservar o Estado Democrático de Direito
contra o terror oficial. A PF tem o apoio exibicionista da Rede
Globo de Televisão, que, à falta de melhor enredo para as
alienantes novelas das 6, 7, 8 e demais horas do dia, está
investindo no projeto de catarse coletiva dos brasileiros
através do intolerável aplauso ao discurso político do crime.
Ao tempo
da ditadura militar, o pranteado Ministro
Gonçalves de Oliveira,
deferiu liminar em HC em favor do Governador Mauro Borges e, com
aquela iniciativa, interrompeu a marcha de tanques do Exército
que estavam cercando o Palácio do Governo. Não havia a previsão
legal ou regimental de liminar em HC. Mas o Ministro previdente
raciocinou muito bem: se essa garantia havia para os direitos
patrimoniais através do MS, porque não proteger, por uma
providência similar, a liberdade?
Acabo de
ver e ouvir, na TV Justiça, a entrevista coletiva que o Senhor
prestou juntamente com o Ministro Tarso Genro, e devo manifestar
a minha satisfação de advogado, professor de Direito e,
sobretudo, de cidadão. A confluência de propósitos, ideais e
programas que reunirão os Ministérios para a preservação comum
dos valores da Segurança Pública e da Justiça, além de dissipar
um aparente conflito institucional, abre caminho para projetos
de correção de conduta ético-policial, a exemplo de uma nova lei
de abuso de autoridade, que deverá ser - tenho a convicção
íntima - uma de suas marcas funcionais indeléveis para o
quadro de proteção dos direitos e das garantias fundamentais.
Será uma necessária
vacina contra a
metástase da violência
do
Estado
e a
epidemia
do medo
que já
contagiou grande parte da Magistratura brasileira, por cujos
predicamentos institucionais - entre eles o da independência
funcional - tanto lutamos nós, advogados militantes e a nossa
OAB.
A sua
coragem de lutar contra o terror, a prepotência e a "solução
final", proposta por inúmeros jovens juízes federais para acabar
com a sonegação e outros crimes contra o fisco, não foi e nem
será em vão.
A sua
determinação de fazer cumprir a Constituição e a oportunidade
pública de fazê-lo, lembra o pensamento de george bernard shaw:
"As pessoas estão sempre culpando
as circunstâncias pelo que elas são. Não acredito em
circunstâncias. Vence neste mundo quem sai à procura das
circunstâncias de que precisa e, quando não as encontra, as
cria".
Geraldo Vandré,
no auge da ditadura militar dos anos 60 e 70, repetiu aqui entre
nós o que disse o Prêmio Nobel de 1925:
"Quem sabe faz a
hora, não espera acontecer" (Para não dizer que não falei de
flores).
Vida longa, Ministro Gilmar Mendes!
Cordialmente,
René Ariel Dotti
Em tempo:
Quanto à bolha de
ar do impeachment que foi inflada durante o dia de
ontem não é preciso nada além de um simples furo.
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Blog do Senador Álvaro Dias - 05/05/2008
Fiz hoje à tarde o longo pronunciamento sobre o abuso dos cartões corporativos e a quebra da autoridade moral.
Destaquei a resistência do governo à apuração do fato. Registrei nos Anais a cronologia da crise, a grosseira sonegação de informações, a institucionalização da mentira. Denunciei os novos eufemismos sociais e a NOVILÍNGUA para iludir a população.
Falei também sobre a divulgação do dossiê e a arbitrária acusação de que fui alvo. Sustentei a tese de que os gastos do Presidente da República são de inequívoca natureza pública, uma exigência imposta pela ordem democrática e pelo princípio da moralidade administrativa.
Discursei sobre a deturpação dolosa da Constituição e da legislação em geral, a dignidade da política e a realidade do Poder.
Para a elaboração do texto desse pronunciamento contei com a competente assessoria jurídica do renomado mestre e jurista René Dotti e sua equipe de competentes advogados, a quem, de público, agradeço.
AD
http://www.blogalvarodias.com/
Íntegra do discurso: http://www.senadoralvarodias.com/discurso/visualizar/582
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PROMOTOR RÔMULO DE ANDRADE MOREIRA FOI PROMOVIDO À PROCURADOR DE JUSTIÇA
O Promotor de Justiça Rômulo de Andrade Moreira foi promovido, dia 1º de abril de 2008, à Procurador de Justiça, pelo critério de merecimento, em votação unânime do Conselho Superior do Ministério Público.
A posse foi no dia 04 de abril, no prédio do Ministério Público de Nazaré (Bahia)
Rômulo de Andrade Moreira, Procurador de Justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais do Ministério Público do Estado da Bahia. Ex-assessor especial do procurador-geral de Justiça e ex-procurador da Fazenda Estadual. Professor de Direito Processual Penal da Universidade Salvador-Unifacs na graduação e na pós-graduação. Pós-graduado, lato sensu, pela Universidade de Salamanca/Espanha (Direito Processual Penal). Especialista em Processo pela Unifacs (Curso coordenado pelo Professor Calmon de Passos). Coordenador do Curso de Especialização em Direito Penal e Processual Penal da Unifacs. Membro da Association Internationale de Droit Penal, do Instituto Brasileiro de Direito Processual e da Associação Brasileira de Professores de Ciências Penais - ABPCP. Associado ao Instituto Brasileiro de Ciências Criminais IBCCrim e ao Movimento Ministério Público Democrático. Autor das obras “Direito Processual Penal”, Salvador: JusPodivm, 2007; “Juizados Especiais Criminais”, Salvador: JusPodivm, 2007 e “Estudos de Direito Processual Penal”, São Paulo: BH Editora, 2006. Professor convidado dos cursos de pós-graduação da Universidade Federal da Bahia, da Faculdade Jorge Amado e do Curso JusPodivm.
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Combate aos crimes cibernéticos e a reforma do Júri são tema de encontro em Curitiba
MP Notícias - setembro/outubro de 2007
Os Centros de Apoio Operacional às Promotorias Criminais e de Execuções Penais e do Júri promoveram em 5 de outubro, em Curitiba, o II Encontro de Trabalho do Ministério Público do Paraná na Área Penal. O tema deste ano foi “Prova criminal na fase investigatória, Crimes da Era Digital e a Reforma do Procedimento do Júri” – na edição anterior do evento, em outubro do ano passado, o foco de discussão foi o crime organizado. O seminário reuniu cerca de 70 participantes e foi aberto pelo subprocurador-geral de Justiça, Valério Vanhoni, e pelos coordenadores dos CAOPs, Luiz Eduardo Trigo Roncaglio e Edilberto de Campos Trovão.
A promotora de Justiça Rosângela Gaspari, do CAOP Criminais e de Execuções Penais, e o promotor de Justiça Paulo Sérgio Markowicz Lima, do Júri, foram os responsáveis pela escolha dos palestrantes. Eles explicam que optaram por levar aos colegas material de conteúdo prático sobre os dois temas principais do encontro: a questão dos chamados “cibercrimes”, ou seja, os crimes cometidos através da internet e do telefone celular, e as mudanças do Código de Processo Penal previstas com o Projeto de Lei 4.203/01, em discussão no Congresso Federal, e que deve alterar a forma de julgamento pelo Júri.
Seguindo essa linha, de trazer material de conteúdo prático, o primeiro palestrante, o promotor de Justiça Fábio André Guaragni, do MP-PR, mestre e doutor pela UFPR na área Criminal, falou da persecução aos crimes informáticos. Além de tratar dos crimes convencionais praticados com suporte da internet – desvio de dinheiro de contas bancárias, venda de drogas, incentivo à pedofilia e afins – o promotor deu destaque aos crimes que têm a informática como “vítima”, como a invasão e destruição de dados e a distribuição de vírus. “Não há tutela penal para a invasão de domicílio tecnológico”, disse Guaragni, citando a dificuldade que hoje os operadores do Direito enfrentam por conta de muitas das condutas criminosas ditas “informáticas” ainda não estarem devidamente criminalizadas. A questão da competência, apuração de autoria e a transterritorialidade do meio virtual também foram discutidas.
O segundo palestrante, o delegado Demetrius Gonzaga de Oliveira, titular do Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), delegacia da Polícia Civil do Paraná especializada em crimes de internet, apresentou aos participantes do encontro termos comuns no terreno da informática e os principais crimes cometidos nesse meio. “Não existe sistema de informática segura”, afirmou o delegado, que tem 30 anos de experiência na área de tecnologia de informação de dados. Ele falou sobre o trabalho do Nuciber, os serviços que oferece aos integrantes do MP-PR e uma avaliação dos criminosos de informática que atuam hoje no país e no Estado. “Felizmente ainda não encontramos nenhum criminoso altamente especializado em ação no país, mas temos que ficar alertas. Os criminosos avançam na medida em que avançamos com nossos sistemas de segurança”, disse. Demetrius foi um dos entrevistados da matéria especial sobre crimes cibercrimes, destaque da edição de janeiro/fevereiro deste ano do MP Notícias.
A interceptação telefônica, serviço tecnológico hoje muito importante para o combate à criminalidade, foi o tema central da apresentação dos palestrantes Harry Carlos Herbert, delegado e chefe do Departamento de Inteligência do Estado do Paraná (DIEP), Ronaldo Carlos Goulart e Eduil Nascimento Junior, tenentes da Polícia Militar e responsáveis pela Divisão de Telemática e Interceptações Telefônicas do DIEP. Os três apresentaram o trabalho do departamento, com destaque para o funcionamento e possibilidades do setor de interceptações, e colocaram o serviço à disposição dos membros do MP-PR. “Somos um braço aliado do Ministério Público”, afirmou o delegado Harry. Um dos pontos da apresentação que despertou polêmica foi o uso de interceptações como prova em processos criminais. Os três policiais defendem a utilização das escutas como ferramenta para a obtenção de provas, e não como evidências em si, pois entendem que o uso indiscriminado do serviço em peças judiciais chama a atenção dos criminosos, que passam a buscar formas de burlar as escutas. “Corremos o risco de perder uma das últimas armas que dispomos para o combate ao crime organizado”, disse Harry.
Na parte que tratou do Júri, o convidado a palestrar foi o professor René Ariel Dotti. Além de ser um dos juristas mais importantes e reconhecidos do país, ele participou da comissão que auxiliou no preparo do Projeto de Lei 4.203/01. De autoria do Poder Executivo, o PL foi aprovado em março deste ano pela Câmara dos Deputados e deve ser apreciado agora pelo Senado Federal. Dotti explicou os principais pontos de alteração na forma de condução dos julgamentos em Júri – a exclusão do protesto por novo júri, a gravação das audiências, a importância do libelo e a intenção de dar mais celeridade ao julgamento com as mudanças.
“O júri leva muitos anos. Isso acarreta em grande desgaste para o Ministério Público e para o Judiciário – não para a defesa. Perante a opinião pública, também há um desgaste, a sensação de que ‘não há Justiça’”, disse. O professor Dotti também defendeu o MP como instituição que deve coordenar os serviços de investigação criminal, sem prejuízo ao trabalho da polícia judiciária, “pois é quem será responsável pela ação penal”. Ao final, emocionou a platéia ao falar na necessidade de entusiasmo, paixão e esperança frente ao trabalho e dedicou sua fala ao procurador de Justiça Delivar Tadeu de Mattos, falecido naquele dia. Ao encerrar o encontro, o procurador Luiz Eduardo Trigo Roncaglio elogiou a apresentação do professor, a quem se referiu como “promotor honorário” do MP-PR.
Os CAOPs Criminais e de Execuções Penais e do Júri devem disponibilizar em suas páginas no site do MP-PR (www.mp.pr.gov.br) o conteúdo das palestras. O evento teve apoio do CEAF e da APMP.
Jornal O Estado do Paraná - 08/08/2007
Dotti dá nome a salão de universidade

Foto: Evandro Monteiro
Prestes a completar meio século de trabalho na área do Direito, o que acontecerá em dezembro do próximo ano, o advogado e professor René Ariel Dotti foi homenageado ontem na UniBrasil, em Curitiba. O nome do jurista foi dado ao recém-inaugurado salão nobre da instituição. O espaço, que conta com duzentos lugares, será palco de palestras, conferências e aulas especiais.
“René Dotti é uma das maiores personalidades do Direito não só do Paraná, mas de todo o Brasil. Ele é um grande homem público, professor e advogado, que fez parte de diversas reformas legislativas e deve servir de exemplo aos futuros profissionais”, declarou o diretor-geral da UniBrasil, Clèmerson Merlin Clève.
Ao lado da esposa, Rosarita Dotti, René Dotti descerrou a placa de inauguração do salão nobre. Na seqüência, o advogado proferiu uma aula magna aos acadêmicos de Direito da instituição. A aula teve como tema “As profissões do Direito: desafio e esperança”. Nela, foram abordadas as atividades de advogados, juizes e promotores e o funcionamento da Justiça como um todo. “É com muita humildade e alegria que recebo a homenagem da UniBrasil”, comentou. “Nos últimos anos, tivemos um grande desenvolvimento das atividades legislativas, sendo que o Direito evoluiu muito. Professores de Direito e advogados sempre tiveram papel importante na defesa dos direitos dos cidadãos e dos interesses públicos e privados.”
Advogado formado pela Universidade Federal do Paraná em 1958, Dotti também doou à biblioteca da UniBrasil os anais da Assembléia Constituinte de Portugal, datada da década de setenta e composta de oito volumes. Os livros poderão ser utilizados em estudos e pesquisas realizadas por alunos e integrantes do corpo docente da instituição de ensino.
Gazeta do Povo - 08/08/2007 - Colunista Reinaldo Bessa

Foto: Mauro Campos
Ao mestre, com carinho – O jurista René Dotti (à esq.) foi homenageado ontem pela UniBrasil, com a inauguração da “Sala de Conferências Professor René Ariel Dotti”. Na foto, Dotti e o presidente da instituição, professor Clèmerson Merlin Clève.
Prof. René Dotti no XV Congresso Internacional de Defesa Social
O professor René Ariel Dotti é um dos convidados oficiais do XV Congresso Internacional de Defesa Social que será realizado nos dias 20 a 22 de setembro deste ano, na cidade de Toledo (Espanha). O convite é assinado pelo presidente do Grupo Espanhol da Associação Internacional de Direito Penal, órgão consultivo da ONU, com sede em Paris. O tema geral do congresso é “O Direito Penal entre a paz e a guerra: Justiça e cooperação penal nas intervenções militares em crises exteriores”.
O jurista René Dotti é vice-Presidente da Comissão Científica da AIDP.
Maiores informações sobre o evento: www.aidpbrasil.org.br/congtoledo.asp
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Escritório Professor René Dotti comemora 45 anos
No último dia 7 de novembro, o Escritório Professor René Dotti comemorou 45 anos com uma festa para amigos, clientes e funcionários no Graciosa Country Clube, em Curitiba. Durante o evento, o sócio fundador e atual diretor do Escritório, René Dotti, agradeceu à imprensa, seus clientes, inúmeros amigos e parceiros e todos àqueles que trabalharam e trabalham na empresa, contribuindo para a história e sucesso da empresa.
Durante a festa, foi exibido um vídeo institucional sobre a trajetória do Escritório e a carreira do Professor René Dotti. Também houve a entrega de prêmios para os vencedores do Concurso de Poesias promovido entre funcionários do Escritório, e para as equipes de futebol feminino e masculino.
Fundado em 1961, o Escritório do Professor René Dotti tem como objetivo principal a prestação de um serviço de advocacia responsável, competente e eficiente, tanto no caráter preventivo como contencioso, destacando-se pelo atendimento personalizado e com um setor especial de informação ao cliente,através de correio eletrônico e outros meios de comunicação. Seu quadro técnico é formado por vários advogados, um corpo de apoio com diversos estagiários e uma equipe administrativa.
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Medalha Vieira Neto
O Conselho Pleno da Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Paraná, aprovou a concessão da “Medalha José Rodrigues Vieira Neto”, ao Professor René Ariel Dotti.
A deliberação, colhida em votação secreta, considerou os relevantes serviços prestados à Justiça, ao Direito e à classe dos advogados.
A honraria, deferida pela terceira vez a personalidades da advocacia paranaense, já fora concedida anteriormente a Alir Ratacheski e Egas Dirceu Moniz de Aragão.
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O Professor René Ariel Dotti foi eleito vice-presidente do Comitê Científico da Associação Internacional de Direito Penal (AIDP), em votação da Assembléia Geral que se reuniu recentemente em Pequim (China), para a realização do XVII Congresso Internacional da entidade.
No aludido evento foram apresentados e discutidos relatórios de vários países sobre temas da atualidade como a responsabilidade penal de menores (ordem interna e internacional), corrupção e crimes conexos nas atividades financeiras internacionais, princípios de garantia nos processos disciplinares e a concorrência de jurisdições (nacionais e internacionais) na luta contra o delito.
A AIDP é uma das mais antigas e prestigiadas associações jurídicas do mundo. Fundada em 1924, é um órgão consultivo das Nações Unidas e congrega cerca de 2.500 membros em 84 países. O seu objetivo é estabelecer a aproximação e a colaboração entre os estudiosos e profissionais do Direito Penal e de Processo Penal, com vistas à elaboração de princípios e regras para a luta contra a criminalidade internacional. De 5 em 5 anos, a AIDP realiza congressos mundiais que tem grande repercussão em face da criação de tribunais internacionais como de Roma.
O Comitê Científico da AIDP, indicado no Congresso de Pequim, é composto por 10 juristas que atuam como vice-presidentes. O Professor René Ariel Dotti, da Universidade Federal do Paraná, foi eleito para representar o Brasil. O Comitê tem integrantes da França (2), China, Finlândia, Itália, Alemanha, Egito, Bélgica e Argentina. Do país vizinho foi eleito o professor Eugênio Raúl Zaffaroni.
Uma das tarefas do Comitê Científico é a indicação de temas para o próximo Congresso que se realizará no México (2009).
O Conselho de Direção da AIDP é formado pelos professores José Luis da la Cuesta, Presidente (Espanha), Reynald Ottenhof, Vice-Presidente (França) e Helmut Epp, Secretário Geral (Áustria).
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A Dra. Rogéria Dotti Doria teve um dos seus artigos escolhidos para integrar o livro Processo e Constituição. A obra é coordenada por Luiz Fux, Nelson Nery Jr e Teresa Arruda Alvim Wambier e é uma homenagem ao Professor José Carlos Barbosa Moreira. O lançamento ocorreu dia 2 de junho, no Centro Cultural da Justiça Federal, no Rio de Janeiro.
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