Artigos do Prof. René Dotti publicados semanalmente no Breviário Forense (Jornal O Estado do Paraná) :
A homenagem que prestigia o Paraná
René Ariel Dotti
Cândido Furtado Maia e o
Prêmio Innovare
Em prefácio,
redigido há dez anos, eu dizia: “O mercado de obras
jurídicas em nosso país tem duas características fundamentais.
O livro serve para instrumentalizar a atividade prática dos
profissionais do sistema ou para promover o conhecimento e a
reflexão de aspectos teóricos. Alguns trabalhos alcançam o
primeiro objetivo; outros, o segundo. Muitos não satisfazem a
nenhum deles e poucos são os que cumprem as duas finalidades.
Pode-se dizer que o livro de Cândido Furtado Maia Neto
pertence a esta última categoria de publicações. O tema
escolhido pelo autor tem as dimensões de tempo e espaço
modeladas pela realidade do cotidiano e pela história dos
tempos. E a razão é simples: os direitos humanos do preso
caracterizam aspectos universais e permanentes. A perda da
liberdade não acarreta a supressão de múltiplos direitos
naturais e sociais que decorrem da própria condição humana. E
é justamente esse paradoxo existencial que estimula os
trabalhadores do Direito e da Justiça a enfrentarem os
problemas diuturnos dos cárceres”. O texto se referia à
obra Direitos Humanos do Preso – Lei de Execução Penal
(Editora Forense, 1998), que contém apropriados comentários
sobre a Lei nº 7.210/84 e um apêndice sobre a cronologia
universal dos instrumentos de proteção dos direitos humanos
dos presidiários.
O Promotor de
Justiça, Cândido Furtado Maia Neto, exercendo funções na
Comarca de Foz do Iguaçu e com artigos e atividades acadêmicas
que o distinguem internacionalmente, tem mantido há muito
tempo um desempenho coerente e sistemático em favor da
proteção dos Direitos Humanos, cuja declaração universal
completou sessenta anos. No último dia 11 ele foi homenageado
por ocasião da quinta edição do Prêmio Innovare – Justiça
para todos, criado para identificar práticas inovadoras do
Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública e
Advocacia. A iniciativa é apoiada pelo Governo Federal
(Ministério da Justiça e Secretaria de Reforma do Judiciário),
Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e outras
instituições. A Comissão Julgadora, integrada pelos Ministros
Gilmar Mendes (STF); Nancy Andrighi e Luiz Fux (STJ), Ives
Gandra Martins Filho (TST), Aristides Junqueira, Cândido
Rangel Dinamarco e Sepúlveda Pertence, entre outros, conferiu
ao Professor Maia Neto a placa de Menção Honrosa pela prática
“Direitos Humanos das Vítimas de Crime”, contribuição única na
categoria do Ministério Público.
O laureado é
colaborador freqüente deste caderno Direito e Justiça e
na sua fecunda produção de textos de humanização do sistema
criminal se destaca alentada obra, cujo título dispensa
explicação sobre o conteúdo: Código de Direitos Humanos
para a Justiça Criminal Brasileira, editado em 2003 pela
Forense, com 1118 páginas.
Como
apresentação é preciso dizer mais?
* artigo publicado no jornal "O Estado do Paraná", caderno "Direito
e Justiça" de 21.12.2008.
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